Explicando melhor
Falar de leucemia quase sempre assusta as pessoas. Dor, queda de cabelo e baixa auto-estima. Parece quase impossível superar esse mal. Para muitos, a enfermidade é sinônimo de morte, pois é imensurável o sofrimento das famílias que passaram por esse drama. Sim, a doença é séria, mas isso não quer dizer que é o fim. A médica oncologista, Ana Cornacchioni, oncopediatra, nos dá esperança dizendo que “todo câncer é passível de cura”.
ENTENDENDO A DOENÇA A leucemia é um tipo de câncer que afeta a medula óssea, parte do corpo responsável pela produção de sangue. Com a leucemia, o corpo produz demasiados glóbulos brancos anormais, chamados de blastos. O excesso de blastos impede a formação dos glóbulos brancos, vermelhos e das plaquetas, que têm as funções de combater as infecções, levar oxigênio e coagular o sangue, respectivamente. Essa complicação diminui a nossa resistência e imunidade, causando uma série de problemas, como anemia e sangramento excessivo. Na verdade, a leucemia é um agrupamento de doenças diferentes entre si, mas existem duas categorias principais da doença: a leucemia linfóide (caracterizada pelo aumento da produção dos linfócitos – células que produzem anticorpos – de uma forma anormal ou imatura) e a mielóide (que produz granulócitos – importante no combate às infecções – deficientes). Essas duas categorias podem se apresentar nas formas aguda, que se desenvolve rapidamente, e crônica que, com tratamento adequado, a expectativa de vida é bem longa. O que acontece nos casos de leucemia?Os glóbulos vermelhos diminuem à medida que a medula óssea se torna progressivamente substituída pelos glóbulos anormais, o que resulta em uma anemia grave.A produção de plaquetas é reduzida, impedindo que o sangue coagule. Os glóbulos brancos são substituídos pelas células que não “funcionam”, fazendo com que infecções apareçam constantemente.As células leucêmicas invadem os tecidos que formam o sangue e alteram a produção normal de células sanguíneas.
Fonte: Material de apoio para pacientes produzido pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia
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