Mais do Mario Prata
Doutora Aída II
(psicóloga)
(psicóloga)
Imagem corporal: frequentemente as pessoas obesas apresentam distúrbios de imagem corporal. A imagem mental que têm a respeito do próprio corpo não coincide com a realidade.
Quando a pessoa começa a engordar e não consegue controlar esse processo, na grande maioria das vezes ela deixa de se pesar, passa longe da balança, mal se olha no espelho e começa a usar roupas que "disfarçam" (para quem a vê e para quem a veste) o aumento de peso: túnicas largas, calças de malha e elástico, que não denunciam quilos ganhos, que cedem e não provocam desconforto dop "aperto".
Essa pessoa provavelmente preserva na mente a imagem de seu corpo com muitos quilos a menos. Não tem consciência do seu peso, do seu tamanho.
Quando resolve internar-se para um tratamento, uma das primeiras coisas que terá que enfrentar é a balança. Aí vem o choque. Imaginava-se cinquenta ou mais quilos mais magra.
Às vezes, as pessoas nos perguntam como alguém se permite chegar a duzentos quilos ou mais. Uma das respostas é que, até certo ponto, acompanhou esse engordar e, depois, como mecanismo de defesa, ela se "desliga" e passa a não se ver mais. A tal ponto que, ao passar por uma vitrine e ver sua imagem refletida, instantaneamente se vira para não enxergar. É o famoso "olha, mas não vê".
Trabalhamos inicialmente no sentido de adequar a imagem mental à imagem real - "peso duzentos quilos e me vejo com duzentos quilos". A partir daí, a necessidade de acompanhar mentalmente o emagrecimento é fundamental para que essa pessoa não chegue ao seu peso saúde vendo-se e percebendo-se como se ainda fosse uma pessoa obesa.
Podemos afirmar que a tomada de consciência do próprio corpo e o ajuste da imagem mental à imagem real colaboram e muito para o posterior manutenção do peso-saúde.
(Retirado do livro "Diário de um Magro" de Mario Prata)
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